A IGREJA E A EXPANSÃO IBÉRICA (1440-1770), de C. R. Boxer

Esta obra revela uma visão sintética e historicamente rigorosa do papel desempenhado pelos missionários portugueses e espanhóis no período da expansão ultramarina. O autor apresenta os aspetos que considera mais importantes na empresa de misiionação ibérica em África, na américa e na Ásia: as relações sociais, as interações culturais, os problemas de organização e os resultados e repercussões obtidos com este empreendimento.


AS CRUZADAS VISTAS PELOS ÁRABES, de Amin Maalouf

Num texto que toma como ponto de partida as fontes coevas e, pormenor importante, exclusivamente árabes, Amin Maalouf constrói uma história das cruzadas vistas de uma perspectiva a que raramente temos acesso, pois só nos foram dadas a ler as histórias das cruzadas do ponto de vista ocidental. Como afirmou Alain Decaux: «Interessa comprovar que as versões orientais e ocidentais não coincidem de todo. Nós escrevemos a nossa própria visão; durante esse tempo, eles escreveram a deles. É por isso que esta nova história das cruzadas não se parece com nenhuma outra.»

ALTER ARQUITECTURA, Org. por Maurice Culot

Será inevitável que as cidades e os campos da Europa sejam objecto de uma banalização através de arquitecturas anódinas, que se impõem ainda que não sejam aceites? Será irremediável a derrota do espaço público e a vitória dos não-lugares? Estarão os estilos arquitectónicos definitivamente condenados a não ser mais do que variações conceptuais e abstractas? Será que a imitação, processo imemorial de conceção artística, se tornou sinónimo da incapacidade para criar algo novo?

O IMPÉRIO DE HITLER - O DOMÍNIO NAZI NA EUROPA OCUPADA, de Mark Mazower

Na história do continente, o império de Hitler foi o maior, o mais brutal e mais ambicioso na sua pretensão de reformular a Europa. Inspirado em legados imperiais como o do Império Britânico, o III Reich projectou a sua sombra desde as Ilhas do Canal ao Cáucaso, num território onde viviam centenas de milhões de pessoas. E contudo, como nos mostra o autor, este império fundava-se numa ilusão.


TROIKA - ANO II. UMA AVALIAÇÃO DE 66 CIDADÃOS, coord. por Eduardo Paz Ferreira

Dois anos depois da assinatura do Memorando de Entendimento, a troika, uma equipa de funcionários do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, estes dois últimos orgãos da União Europeia, conjunto de Estados livres e independentes em que Portugal se integra, continua a não prestar contas a ninguém.

O CULTO MODERNO DOS MONUMENTOS, de Aloïs Riegl

Numa compilação de textos de suma importância para a definição e classificação do monumento enquanto património, esta obra, na qual se cruzam história da arte, estética e os fundamentos de uma museificação do património arquitectónico, constituiu-se como um dos grandes textos clássicos da moderna concepção de património histórico.


A SIMBÓLICA DO MAL, de Paul Ricoeur

«No ano em que se comemoram os cem anos do nascimento do filósofo francês P. Ricoeur, falecido em 2005, publica Edições 70 a tradução portuguesa da obra A Simbólica do Mal, segundo volume de Finitude e Culpabilidade. Escrita em 1960, esta obra realiza a segunda revolução copernicana do filosofar, na exata medida em que o seu grande intuito é mostrar ao sujeito moderno que ele deixou de ser o centro de que parte a reflexão filosófica.


O DISCURSO DA AÇÃO, de Paul Ricoeur

O Discurso da Ação, curso lecionado por Paul Ricoeur desde 1971 e publicado em 1977 no âmbito de um seminário do CNRS (Paris), é simultaneamente uma introdução à filosofia da linguagem e da ação e uma investigação original que ajuda a compreender melhor o discurso descritivo-analítico da ação.


CRÓNICAS DE ANOS DE CHUMBO (2008-2013), de Eduardo Paz Ferreira

Este não é um livro alegre. Nos textos que o compõem fala-se de coisas tristes: de um país à deriva e que perde a sua autonomia, de uma sociedade empobrecida, dividida, desanimada, que parece pensar que perdeu o encontro com o futuro. Neles se fala, também, da União Europeia, que se perde nos jogos de interesses e aceita a discriminação dos Estados em função do seu poderio económico e financeiro, afastando-se do projecto de igualdade e esperança que os seus fundadores nos quiseram legar.


A EUROPA ALEMÃ, de Ulrich Beck - artigo na revista Ler

Leia o artigo de Rui Bebiano sobre este livro, que saiu na revista Ler de março de 2013.

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